05 julho 2018

TEXTO | falando sobre erros

Foto: Alesia Kazantceva
eu não queria escrever dessa vez. pra isso, eu me segurei até a última ponta de força, me revirei na cama por horas, tentei ignorar. tentei sentir e chorar, tentei beber e esquecer. desabafar? também, mas a sensação de estar incomodando me venceu e fez voltar atrás. então a dor continuava lá, latejando na minha cabeça e me fazendo repetir inúmeras vezes que eu sou insuficiente, que eu sou um lixo e que a minha presença é desnecessária.

eu não queria escrever dessa vez, mas sentir o meu coração apertado e não saber onde enfiar todos esses sentimentos é doloroso e, de pouquinho em pouquinho, essa sensação vai tirando o brilho dos seus olhos, ela te agride e te mata por dentro, tira todo o teu entusiasmo e faz você se sentir menor, mal, como se você fosse uma pessoa ruim e o pior é que você acredita. você acredita porque, talvez, ás vezes você tenha algumas atitudes ruins. ás vezes você vacila, faz escolhas erradas, fala as coisas sem pensar e muitas vezes, você erra. você aceita isso como uma verdade porque cresceu acreditando que um erro te desqualifica pra sempre, mas deixa eu te contar: não é bem assim não.

a gente falha, e a gente falha porque é humano. eu falhei inúmeras vezes, falhei quando disse aquelas palavras na hora da raiva, quando deixei meus amigos de lado, mesmo sem querer. quando esqueci de agradecer e apenas reclamei, quando achei que sabia o que eu tava fazendo com a minha vida, quando julguei, quando deixei o blog desatualizado por muito tempo, quando não escutei e mesmo assim queria ser ouvida, quando não dei uma moedinha pra aquele morador de rua. eu já falhei com meus pais, amigos e o mais doloroso de tudo: comigo mesma. falhei, falhei e falhei, mas no fim de todas essas vezes, eu aprendi e sigo aprendendo.

errar é o que faz de você, você. porque é com os erros que você aprende, cresce e amadurece. então permita-se errar, não de propósito, claro, afinal é óbvio que falhar não é legal, assim como é óbvio que cometer o mesmo erro várias vezes e pedir desculpas depois não resolve nada e que tudo isso depende da gravidade do seu erro. por isso é importante que você não deixe os erros tomarem conta da sua vida, mas quando eles decidirem aparecer, use-os ao seu favor: respire fundo, peça desculpas, sofra as consequências, aprenda com isso e tente, do fundo do seu coração, não fazer de novo. ás vezes a gente demora pra aprender, outras é mais rápido, tudo faz parte de um processo, porque assim como nós só sentimos dor porque estamos vivos, nós só erramos porque estamos, de fato, vivendo e viver é difícil pra caramba, cara, você vai tropeçar e errar muitas vezes ainda. 

então eu juro que eu não queria escrever dessa vez, mas ainda bem que escrevi. porque quando eu jogo umas palavras aqui nesse espacinho pra vocês, acaba sendo uma terapia pra mim também, e assim a gente lembra juntos que, no fim das contas, tá tudo bem e isso é só a vida nos ensinando umas lições que vão ser muito importantes pra pessoa que a gente vai ser no futuro.
oi, gente! tô sumida, eu sei. tô passando por um momento de muita instabilidade e acabei me afastando um pouco de tudo, mas devagarzinho eu vou voltando, vocês sabem que eu não consigo ficar muito tempo longe daqui. enfim, fui o mais vulnerável e sincera possível nesse desabafo e espero ajudar alguém por aí tanto quanto me ajudei ao pôr esses sentimentos pra fora ♡
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27 abril 2018

6 on 6 (abril) | Aconchego

ALÔ, GENTE! Chegou a última sexta-feira do mês e, com ela, o dia do 6 on 6 de abril! O tema desse mês foi escolhido bem rápido, a Leslie sugeriu que fosse aconchego e não deu outra: logo todo mundo concordou. Eu tentei fotografar as coisas que mais me trazem paz e sensação de acolhimento e trazer pra esse post, então espero que as fotos passem uma sensação boa pra vocês também, viu? Bora lá!
O que é 6 on 6? É um projeto fotográfico no qual toda última sexta-feira de cada mês, eu e as outras blogueiras que estão participando, postaremos seis fotos de um determinado tema (cada uma em seu blog).
Segundo o Google, aconchego significa acolhimento, amparo físico junto a alguém ou algo; abraço e ó, tem coisa que se encaixa mais nessa descrição do que família? Não! Se existe um lugar em que eu me sinto extremamente aconchegada e acolhida, esse lugar é dentro do abraço dos meus pais. Essa foto foi tirada no ano passado em um ensaio que eles fizeram pra comemorar os 25 anos de casados (e claro que eu me enfiei no meio HAHAHA), e os papéis dobrados ao lado são os meus momentos felizes de 2018 - até agora - que preenchem a minha jarra da felicidade.

Livros, livros e mais livros! Sem dúvidas, ler é uma das coisas que eu mais gosto de fazer e a sensação de acolhimento é certeira. Eu mergulho nas histórias de maneira que me sinto realmente acolhida pela escrita dos autores, sabem? É meio doido, mas faz todo o sentido na minha cabeça. Além disso, normalmente as minhas horas de leitura são em cima da cama, antes de dormir, de pijama e, de preferência, tomando chá. Quer sensação mais aconchegante que essa, @? Ah, o livro da foto é o Outros Jeitos de Usar a Boca da Rupi Kaur (e com ele descobri outra coisa que me traz paz: poesia!).

E já que falamos de livros, porque não falar de música? Eu tenho várias playlists no spotify, tem pra rebolar a bunda, pra chorar, pra sorrir e no meio dessas, tem a playlist que eu chamo de calmante (claramente muito popular com seu total de 0 seguidores). Lá eu jogo todas as canções que me transmitem justamente essa sensação de conforto e que me fazem sentir em casa e escuto sem dó quando tô precisando que o aconchego chegue até mim de forma musical.

Eu já falei aqui inúmeras vezes sobre o quanto eu amo olhar pro céu e é muito verdade! Primeiro que eu adoro olhar pra cima porque a gente quase nunca olha, né? E acontece que é sempre muito lindo e é sempre uma surpresa. E segundo, o motivo dessa foto estar aqui é a sensação de aconchego e conforto que o céu me passa. Ás vezes paro pra observar essas pinturas do cara lá de cima e a sensação de paz é inevitável, principalmente quando o céu tá azulzinho assim (ou bem coloridinho, sou apaixonada!).

Ok, a primeiríssima coisa que veio à minha cabeça quando descobri que o tema do mês era aconchego foi a imagem de mim mesma sentada na cama, de pijama, cabelo bagunçado, comendo alguma guloseima e assistindo séries. Geralmente quando eu tô fazendo isso é porque já terminei todos os meus afazeres do dia e posso ficar fazendo vários nadas. Atualmente a série que mais tem me passado essa sensação de "estar em casa" é One Day At a Time, uma sériezinha maravilhosa que toca em assuntos mega importantes de forma leve e divertida, aliás quero fazer post sobre ela logo logo, tá?

E por fim, essa fotinha aqui porque, pra mim, não dá pra pensar em aconchego sem pensar no meu xodózinho, a minha cachorrinha Lily. Se tem um serzinho que me faz sentir acolhida, muito amada e me passa a maior sensação de conforto é ela. Me defende de tudo, me segue pra todos os lugares, é o meu maior grude e sempre que ela dorme no meu colo eu me apaixono um pouquinho mais. Aliás, queria que Lily soubesse ler nesse momento porque uma demonstração de carinho dessas vindo de uma capricorniana não é pra qualquer um não, mores.

Ei, antes de ir, dá uma passadinha no 6O6 das meninas também:
E cabô, gente. Mais um 6o6 mega gostoso de se fotografar, esse foi daqueles que me deixou com uma sensação muito boa depois de tirar cada foto. Agora me falem sobre vocês: o que faz com que vocês se sintam aconchegados, em paz e em casa, direta ou indiretamente? Me contem tudin e até o próximo post ♡

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