18 janeiro 2019

RESENHA | Um de nós está mentindo (Karen M. McManus)

O One Of Us Is Lying ou Um De Nós Está Mentindo foi um livro de primeiras experiências: além de ser a primeira vez que eu tive contato com suspense juvenil, foi a minha primeira vez lendo um livro totalmente em inglês, por isso já aviso que tenho muita coisa pra falar hoje, tá?
SINOPSE: Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.
"- Ela é uma princesa, e você, um atleta [...] Você é um crânio. E também um criminoso. Vocês todos são esteriótipos ambulantes de filmes de adolescente."
Um De Nós Está Mentindo gira todo em torno de 5 adolescentes: Simon, o dono de um aplicativo de fofocas sobre os alunos da escola Bayview High, Addy, a patricinha, Browyn, a nerd, Nate, o encrenqueiro e Cooper, o atleta. Todos completamente diferentes entre si, mas que acabaram juntos numa tarde de detenção. Até aí tudo bem. O problema acontece quando Simon é envenenado e aí só quatro deles saem com vida dessa sala de aula e, além de serem as únicas testemunhas do ocorrido, Browyn, Nate, Cooper e Addy seriam os alvos das próximas fofocas no blog do Simon, o que daria a cada um deles um motivo especial para querer ver o colega morto e, consequentemente os torna os principais suspeitos do assassinato. A pergunta é: será que foram eles mesmo ou seria isso parte de um plano maior de um assassino á solta? Até porque graças às fofocas que postava, Simon era odiado por muitas pessoas da Bayview High, então quem garante que os quatro fizeram isso? E afinal, quem está mentindo?

"- Todo mundo tem segredos - diz ele. - Certo?"
Esse livro me pegou de surpresa. Eu ainda não tinha ouvido na história e comprei porque eu queria muito treinar o inglês e esse foi o que mais me chamou atenção. Comecei devagarinho por causa do idioma, mas assim que me acostumei, foi fácil de me apegar ao livro. No início todo mundo parece muito suspeito, até que a gente vai descobrindo as coisas e o quebra cabeça se encaixa. 

"Mas estou começando a me dar conta de que há coisas que são impossíveis de serem desfeitas, não importa o tamanho das boas intenções."
A história ocorre de forma cronológica (a gente sabe até a hora em que o que está acontecendo, acontece) e possui narrativas intercaladas. Ou seja, cada personagem ganha algumas páginas dentro de cada capítulo pra apresentar o seu ponto de vista sobre momentos diferentes, o que eu achei ótimo, assim além de sabermos o que todos sentem e pensam, também vamos nos dando conta das pistas junto com cada um deles e é por isso que a história acaba se encaixando tão direitinho. Isso contribui pra leitura fluir. Pra cês terem uma noção, eu cheguei a ler mais de 100 páginas só enquanto andava no ônibus nas idas e vindas da faculdade pelo simples motivo de que eu literalmente não conseguia esperar até chegar em casa pra dar continuidade no livro. Ponto pra autora! E por falar nela, a escrita, mesmo em inglês, foi bem simples e fácil de compreender, então imagino que eles também tenham seguido essa linha na tradução. A diagramação tá bem simples, nada de mais e nada de menos, e pelo que eu vi, a versão brasileira é mais bonitinha.

"Não confiamos uns nos outros, isso é bastante óbvio."
Maaas apesar de ser um livro instigante, os motivos e os segredos não são lá essas coisas e isso me decepcionou bastante. Acho que por se tratar de um livro mais juvenil não dá pra se esperar enoooormes motivações por trás do mistério. Eu achei algumas coisas bem bobinhas porque eu tentava arranjar pistas em absolutamente tudo (olha o que você me fez fazer, Pretty Little Liars) quando, na verdade, as coisas eram mais simples do que eu imaginava e as pistas realmente não estavam lá. O que, sim, acaba deixando o livro bem lento em alguns momentos. Mas me colocando no lugar dos personagens, dá até pra entender porque quando a gente tá no Ensino Médio (alá a velha falando HAHA) tudo parece maior do que realmente é e quando o nosso psicológico tá abalado as coisas perdem o sentido  mesmo. De qualquer jeito, não posso dizer que não fiquei surpresa com o desfecho. Sim, eu descobri o que aconteceu um pouquinho antes deles, mas duas revelações no meio de tudo isso me chocaram real e me fizeram ficar boquiaberta no meio do ônibus lotado HAHAH. Com os personagens também rola um envolvimento (tanto entre eles, quanto da gente por questão de se apegar mesmo) e certa evolução.

"As coisas pioram antes de melhorar. - Comenta ela placidamente - É assim que funciona."
Enfim, depois de falar tanto eu só posso dizer que, se você curte esse estilo de mistério mais adolescente (do tipo Pretty Little Liars, Riverdale e afins): vai fundo! Pra quem gosta, é uma leitura bem legal de se fazer, tem romance, mistério e assuntos típicos dessa fase em que estamos nos descobrindo (inclusive acho super a cara de série teen, alô Netflix). Agora, pra quem já passou dessa fase eu tenho que dizer: se você tá esperando planos chocantes e maquiavélicos, talvez você queria repensar. Agora me contem, quem aí já leu e quem aí pretende (ou não) dar uma chance?

11 janeiro 2019

TAG | 20 músicas (parte 2)

Foto: Deadly Is The Female
Ei, tudo bem por aí? Por aqui tudo ótimo, ainda mais porque amanhã (12) é aniversário da blogueira que vos fala, yay! Maaaas esse não é o assunto de hoje. Eu falei que ia fazer uma parte 2 da TAG musical e tchá: aqui tá ela. Pra quem tá perdido, lá no finzinho do ano passado eu comecei essa TAG que consiste em responder os tópicos com uma música correspondente que faça sentido pra quem tá respondendo, né? Desse jeito cês me conhecem um pouquinho melhor e, contando que vocês também podem responder aí embaixo, eu conheço um pouquinho mais de vocês também. É isto. Bora ver a parte 2?
Ah, clica aqui para ver a parte 1.
Das últimas músicas que andei viciada, Dona de Mim é com toda certeza uma das que eu mais me identifico. Com frases como "Sempre fiquei quieta, agora vou falar" e "Foi tanto sim, que agora digo não!" eu acho a letra toda muito empoderadora.  Ela conta a história de muitas mulheres com essa letra -e usa o clipe pra evidenciar isso-. Eu ouvi um amém, IZA? (aliás, ouçam aqui o álbum todo dessa deusa, é maravilhoso)
"Deixo a minha fé guiar / Sei que um dia chego lá / Porque Deus me fez assim / Dona de mim / Já não me importa a sua opinião / O seu conceito não altera minha visão / Foi tanto sim, que agora digo não / Porque a vida é louca, mano, a vida é louca"

Odiar é uma palavra muito forte, eu diria que foi mais uma questão de enjoo mesmo. Tenho até as minhas teorias de que o Tiago sumiu do mapa porque não aguentava mais cantar Amei Te Ver, inclusive faria o mesmo HAHAH. Brincadeiras a parte, acho a música fofinha, mas ela tocou tantas vezes em tantos lugares que eu acabei excluindo do Spotify e da vida.

O meu disco favorito do momento tem sido o The Pains Of Growing da talentosíssima Alessia Cara. O álbum é incrível e todas as letras têm um significado que combina com o objetivo do título: relatar as dores do crescimento. Acho que qualquer pessoa nos seus 20 e poucos vai se identificar muito. Out Of Love foi a escolhida como minha favorita do álbum porque é uma das que mais me emocionou de primeira, ou como eu costumo dizer: foi amor a primeira ouvida haha.
"Não há nada que eu possa dizer / Não há uma música que eu possa cantar / Para mudar sua ideia / Nada pode preencher o espaço / Não vou pedir pra você ficar / Mas deixe-me perguntar uma coisa: / Quando foi que você parou de me amar?"

Existem muitas músicas que eu amo tocar no violão, duas que eu sempre toco são Real Friends da Camila Cabello e Figures da Jessie Reyez, mas semana retrasada encontrei essa música da banda Mulamba e me apaixonei, aí toquei no violão e me apaixonei mais ainda! Ela tem sido a minha favorita desde então. As próximas que quero aprender são Partilhar do Rubel e Girassóis de Van Gogh do Baco Exu do Blues, aliás escutem, são incríveis ❥.
"Ela calma me interessa / Ela acalma a minha pressa / Sua alma me atrai"
Da série: músicas que a gente canta no banho. Mas sério gente, existe música melhor pra soltar o gogó do que essa? Ok, existe. I Will Always Love You o nome, mas como eu sou do contra, escolhi I Have Nothing que, claro, também é da rainha Whitney. 
"Você percebe exatamente o que há no meu coração / Você derruba os meus muros / Com a força do seu amor"
 
Eu ainda não dirijo, mas se eu estudo feito uma doida é pra um dia ficar ryca e dirigir pelas ruas da Califórnia ouvindo Sweater Weather, sim! hahah

Não existe nada que defina mais a Gabs de 8/9/10 anos do que High School Musical. Eu andava com uma bolsinha rosa em formato de poodle pra lá e pra cá e jurava com todas as forças que era a Sharpay. Fabulous era praticamente o meu hino nacional HAHAHA saudades infância! Aliás, até hoje acredito na teoria de que a Sharpay era a verdadeira mocinha dos filmes, rainha incompreendida.

Não é difícil perceber que eu escuto quase só pop, ás vezes dou uma puxadinha pro lado do indie, do alternativo e do funk pois rebolar a raba é essencial, mas né, sempre tem um popzinho no meio, então curtir mesmo um sertanejo é surpresa até pra mim! Na primeira vez que ouvi essa música achei muito engraçada e agora faz até parte das minhas playlists.  


Cê já ouviu uma música "positiva" sobre a morte? Pois então, é essa a ideia em Funeral, da banda Lukas Graham. A letra não lamenta a perda, mas sim agradece pelos momentos que se teve em vida. Acho bonito! A melodia também é super aconchegante.
"E não fique tão triste / Porque eu vivi bem / Estávamos mais perto / Mas agora acabou / Isso não significa que é o fim / Eu te vejo e te amo / Eu estarei olhando por vocês lá de cima"
Casar não é um dos meus maiores sonhos e, se acontecer, provavelmente vai ser daqui muito tempo e eu já vou ter outras músicas favoritas pro momento, mas se eu fosse casar hoje, Tua seria indispensável. Nada tradicional, mas desde que eu vi um vídeo da junção da marcha nupcial com Singular, também do ANAVITÓRIA, me apaixonei demais e não vou mentir: deu vontade! Além disso, a letra é puro amor e fala super de uma vida a dois.
"Eu não me importaria / De dividir um colchão com você / Dar meu cabelo pra de nós tu encher / E me afogar no teu corpo metido a travesseiro / Não contestaria um pedido de carinho teu / Café mais amargo, tua toalha jogada no quarto / Nenhum traço do que é teu"
E fim, agora terminamos a TAG de verdade e já deixo avisado que quem quiser responder também, fique a vontade, viu? Depois me passem o link pra eu ver as respostas de vocês, vou adorar! Até a próxima sexta, amores. Beijão ❥

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