09 março 2019

#GIRLPOWER | 5 dicas para colocar a sororidade em prática

#GIRLPOWER | 5 dicas para colocar a sororidade em prática
Ontem foi o dia da mulher e eu fiquei feliz de ver que, cada vez mais, as discussões estão sendo voltadas pras questões de gênero e não reduzidas a um simples "parabéns" e barras de chocolate. Finalmente estamos tomando consciência de que essa é uma data feita pra debate, reflexão e busca por meios que melhorem a situação de vida de todas as mulheres ao redor do mundo. E é claro, existe muita coisa pra mudar, mas para lutarmos de uma forma saudável é preciso que exista união e mais do que nunca, muita sororidade. Por isso, o post de hoje é de uma mulher pra muitas mulheres, porque a gente fala muito sobre sororidade, mas como faz pra colocar ela em prática de verdade
SO•RO•RI•DA•DE (latim) subs. feminino
é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. 

1. DIGA NÃO A RIVALIDADE FEMININA
Somos criadas em uma sociedade machista e isso é um fato. Portanto, não é surpresa alguma que tenhamos tendência a reproduzir falas e até algumas atitudes machistas. O primeiro passo pra praticar a sororidade é identificar essas atitudes e mudá-las, viu? Uma que é quase universal é a rivalidade feminina. Crescemos nos vendo como rivais o tempo inteiro e eu não tô nem falando de esportes ou vagas de emprego. É se ver como rivais na vida mesmo: por causa da roupa, de homem (alô, plots de comédias românticas), de popularidade, de beleza e até o nosso corpo é motivo de comparação. Reconhecer então que não somos rivais, mas sim amigas e que precisamos mais do que nunca dar as mãos é essencial para conseguirmos mudar o mundo. 


2. ESTENDA A MÃO PARA OUTRAS MULHERES
É simples: ajude as mulheres ao seu redor, dê a mão e ofereça os seus conhecimentos, mas também peça ajuda e confie no tato daquelas que podem te ajudar. Ajude suas amigas, sua mãe, estenda a mão à desconhecidas, una-se a elas, pense nelas e lute por elas também. Uma vez eu estava andando na rua a noite e uma moça desconhecida tocou o meu braço e perguntou se podíamos ir juntas. Ali eu percebi a importância da nossa irmandade. Eu nunca mais vi a moça, mas naquele momento ela me ajudou a andar na rua sem medo e eu acho que sororidade é nada mais nada menos do que isso: companheirismo, irmandade e empatia


3. CONSUMA E DIVULGUE O TRABALHO DE MULHERES
A desigualdade de gênero nos atinge de várias formas, em vários setores. O mercado de trabalho é um deles e causa um impacto enorme nas nossas vidas. Pesquisas já afirmaram, por exemplo, que um dos motivos pelo qual muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos é a dependência econômica, tá vendo? Empregar mulheres, então, é também uma forma de luta e uma forma de mostrar que sim, somos tão capazes quanto qualquer homem por aí. Quando você consome o trabalho de outra mulher, você ajuda não só ela, mas todas nós. Então consuma, divulgue, enalteça e incentive o trabalho das mulheres que você admira. E mais do que isso: se esse for o seu sonho, empreenda também! Não deixe nada te parar. 


4. PRESTE ATENÇÃO EM OUTRAS VIVÊNCIAS 
Sororidade é sobre empatia e empatia é sobre se colocar no lugar do outro e não julgar. Acho que um dos passos mais importantes para praticar verdadeiramente a sororidade é perceber que somos diferentes e que nossas pautas, apesar de possuírem um mesmo fim, também são diversas, assim como nossas experiências de vida. É importante termos noção disso pra não julgarmos decisões diferentes das nossas e saber que a luta da coleguinha também é importante. Eu, como mulher negra, sei que a minha luta possui pautas diferentes da luta de uma mulher trans, por exemplo. Mas sei que as duas lutas são de extrema importância. Sei também que eu jamais decidiria ser dona de casa, mas se uma mulher decidiu que era isso que ela queria, então quem sou eu pra falar algo sobre? E é isso, ter sororidade é saber que somos múltiplas e respeitar as nossas diferenças, mas no fim, saber que a nossa união é que faz a força. 


5. SE IMPONHA QUANDO OUVIR COMENTÁRIOS MACHISTAS
Outra forma de praticar a sororidade é simplesmente se impondo. Já parou pra pensar em quanto comentário machista você escuta em um dia? É gente falando que tal coisa não é de mulher, que mulher não sabe dirigir, que em briga de marido e mulher não se mete a colher, que a culpa foi dela porque a roupa era curta demais, entre várias outras. Então quando ouvir e se sentir confortável pra isso, corrija! Explique porquê aquilo é ofensivo e dê o seu máximo para, pelo menos, fazer aquela pessoa pensar. Corrigir alguém com pensamento machista e propor uma reflexão para aquela pessoa em cima da fala pode poupar uma próxima mulher de ouvir o mesmo comentário (afinal, na próxima vez o ser humaninho já vai lembrar do seu esporro antes de abrir a boca, né não?)


E cabô! Deixa aí embaixo outras formas de praticar a sororidade no nosso dia-a-dia e vamos criar uma corrente cheia de união. Um beijão ❥

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01 março 2019

RESENHA | Por Todas Nós (Ellora Haonne)

RESENHA | Por Todas Nós (Ellora Haonne)
Nada melhor do que começar o mês da mulher com um livro que fala sobre esse tema, né? Por isso a resenha de hoje é do Por Todas Nós: Conselhos que não recebi sobre luta, amor e ser mulher, da Ellora Haonne. Ela é dona de um dos meus canais favoritos no youtube (já falei sobre ela aqui) aí claro, decidi dar uma chance pro livro dela também. Vem saber o que eu achei!
SINOPSE: Uma das coisas mais complexas da vida é a luta para aceitar-se. Todos os dias, travamos uma batalha contra nós mesmas, nossos desejos, nossa sexualidade e nosso corpo. Nunca é o suficiente, sempre falta algo. POR TODAS NÓS surge como um ombro amigo e solidário, mostrando que não estamos sozinhas em nossos sofrimentos diários e precisamos questionar tudo aquilo que a sociedade impõe – sem julgamentos nem padrões preconcebidos. Ellora Haonne se despe de qualquer paradigma que você já leu antes e compartilha seus medos e suas experiências, dando conselhos que nunca deram a ela e pronta para lutar por aquilo que acredita!
"Não dá para enxergar seu corpo como uma prisão"
O Por Todas Nós é a cara da Ellora: tranquilo, confortante e good vibes. O livro é realmente um compilado de conselhos e reflexões e em vários momentos senti como se fosse mesmo uma irmã mais velha conversando comigo. Os assuntos abordados são vários: autoestima, saúde mental, autoconhecimento, relacionamentos amorosos e familiares, feminismo e felicidade, mas nada super aprofundado. Cada um separado por um capítulo curto reservado àquele assunto e sempre no formato "conversa de bar", ou seja, nada difícil de entender, bem descontraído e íntimo. A leitura toda parece uma festa do pijama com a sua amiga favorita.

"...porque só existe uma de você"
Pra quem acompanha o canal da youtuber é provável que o livro pareça repetitivo, pelo menos foi isso que eu senti. Os assuntos são os mesmos, da mesma forma e com as mesmas palavras que ela aborda no youtube. Parece mais uma fórmula que ela sabe que funciona nos vídeos, só que dessa vez transferidas pro papel e com ilustrações fofinhas ao lado. Mas isso não foi algo super negativo e, na verdade, é compreensível porque Ellora nos conta sobre sua vivência, e né, ela é uma só hahah. Mas eu admito: se o livro fosse só isso, talvez eu não tivesse gostado tanto quanto gostei porque o que me conquistou de verdade foram os momentos interativos.

"Cada um de nós é um universo inteiro"
Isso mesmo, momentos interativos! Eles foram a minha parte favorita da leitura. No final de cada capítulo, Ellora nos propõe um momento desses, ou seja, depois de ela abrir o coração, chega a nossa vez. Exercícios como a lista de regras a não seguir, no qual a leitora escreve algumas regras que a sociedade nos impõe, mas que não fazem o mínimo sentido, a lista de superpoderes, um exercício pra listar os nossos próprios talentos que a gente, muitas vezes, menospreza e reflexões como o que é família? O que o amor já te ensinou? Como você pode melhorar? são exemplos. Os exercícios são sempre bem pessoais e eu refleti bastante enquanto fazia, uma baita ajuda pro autoconhecimento. Não é a toa que Ellora chega a chamar a leitora de sua coautora: a gente literalmente constrói o livro juntas e no fim, ele vira um diário também.

"Permita-se viver todas as emoções (até as ruins!)"
Por Todas Nós não é pra se ler numa sentada. Quer dizer, ele é curtinho então isso é possível, mas a proposta não é essa. Pra entrar nessa jornada de autoconhecimento, é preciso tempo pra pensar nas suas próprias questões e responder as interações. A capa, assim como a edição, tá linda e as fontes e ilustrações (essas últimas feitas pela própria youtuber) estão muito fofas. O livro, por dentro, não tem aquele formato rígido de texto, é tudo meio livre: uma ilustração em algum lugar da página, uma frase jogada aqui, um significado de uma palavra acolá. Parece um caderninho cheio de anotações, tanto que ás vezes a gente nem sabe o que ler primeiro, juro! Isso me deixou confusa ás vezes, mas no geral, o formato ficou uma graça.

"Seja uma mulher que levanta outras mulheres. Isso te fortalece." 
Enfim, esse é um livro daqueles que é mais fotogênico do que nós mesmos, super instagrammável HAHAH e o fundamental: tem um conteúdo muito legal. No geral, eu recomendo sim a leitura, gostei muito e daria 4 estrelinhas de 5. Como eu disse ali no início, quem assiste os vídeos dela não vai se surpreender muito com nada, mas se deixar se levar pelos momentos interativos, vai rolar uma experiência bem bacana e íntima como foi a minha. Pra quem ainda não conhece a youtuber, só se joga, mana! Ah, acho o Por Todas Nós um belo presente pra aquela amiga que tá precisando se amar um pouquinho mais ou quer iniciar no feminismo, viu? Agora me contem, vocês já leram, pretendem ler ou passam longe de livro de youtuber? Quero saber!


E por fim, deixa eu perguntar: tu já seguiu o Instagram do blog? Não? Clica e me avisa aí embaixo que eu sigo de volta, migues ❥

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22 fevereiro 2019

EMPODERAMENTO | 4 lições valiosas com Dumplin'

EMPODERAMENTO | 4 lições valiosas com Dumplin'
Dumplin' estreou há pouco tempo na Netflix e já se tornou um dos meus comfort movies. Baseado no livro - que também se chama Dumplin' - a história gira em torno de Willowdean (Danielle MacDonald), uma adolescente gorda que é filha de uma ex miss (Jennifer Aniston) cuja vida, até hoje, se baseia nos concursos que ela venceu lá em 1991. Willowdean decide então participar do concurso que sua mãe tanto prestigia e a partir daí o filme nos conquista com body positivism, muita amizade, foco na relação de mãe e filha e reflexão sobre os padrões da sociedade.  Inspirada por isso, criei uma listinha com 4 lições valiosas que o filme nos passa sobre empoderamento. Olha só:

1. TODO CORPO É UM CORPO DE BIQUÍNI
Vai chegando o verão e o número de matérias que surgem sobre "como atingir o corpo de verão" é incontável. Mas você já parou pra se perguntar por que um "corpo de praia" não é simplesmente qualquer corpo na praia? E é exatamente isso que o filme faz questão de criticar: essas coisas sem noção que a sociedade criou algum dia e que, por algum motivo inexplicável, a gente continua reproduzindo. Willowdean e suas amigas Ellen (Odeya Rush), Millie (Maddie Baillio) e Hannah (Bex-Taylor Klaus) estão ali pra nos mostrar que somos todas lindas de jeitos muito diferentes, e pra dizer que sim, todo corpo é válido e perfeito pra usar biquíni.


2. CERQUE-SE DE PESSOAS QUE TE FAZEM BEM
Amizade. Tá aí outro assunto que o filme fala muito e muito bem. Além da melhor amiga Ellen que se joga no concurso pra apoiar Will, ao longo do filme a protagonista faz amizade com outras meninas da competição e com algumas drag queens maravilhosas que se tornam um verdadeiro grupo de apoio: todas totalmente diferentes, mas com um objetivo em comum e a qualidade de serem pessoas que acreditam nela e a incentivam, enquanto Willowdean faz o mesmo em retorno. São relações muito saudáveis. Relações de troca em que cada uma contribui da maneira que pode, com incentivo e confiança, da forma como amizades realmente devem ser. Como Will cita: lealdade é amizade sincera.


3. MULHERES EMPODERADAS EMPODERAM MULHERES
Quando você constrói a sua autoestima, é muito mais fácil ajudar outra pessoa a se amar também, e ás vezes isso acontece até inconscientemente, como no filme. Uma cena muito legal (leve spoiler a seguir) acontece bem no início, quando Will se inscreve no concurso e logo outra menina chamada Millie , que também é gorda se inscreve, deixando bem claro pra ela que "Se você se inscrever, eu também vou!" (fim do spoiler). A cena é rápida, mas é muito importante e nos prova que empoderamento e representatividade estão muito ligados e é por isso que mulheres levantam mulheres, porque quando uma percebe que é capaz, outras acabam passando pelo mesmo processo. União é fundamental. 


4. A AUTOESTIMA COMEÇA DE DENTRO PRA FORA
Dumplin' também nos lembra sobre como a aceitação é um processo que tem que começar por você. No filme, Will não parece se importar tanto com o seu peso, mas por causa dele, ela possui certas inseguranças. Claro, é inevitável não ter inseguranças, mas quando elas atrapalham a sua vida é sinal de que tem algo de errado. Dumplin' usa a relação com Bo (Luke Benward), o crush de Will, pra falar dessa situação na qual mesmo com ele dizendo que ela é linda, Will custa muito a acreditar. Ela precisa de todo um processo pra se sentir realmente empoderada e aí sim, acreditar na palavra de Bo. 

A melhor parte e o diferencial de Dumplin' é que o processo de Will não envolve emagrecimento. Isso nem passa pela cabeça dela. O filme simplesmente cumpre o seu papel de dizer que aceitação precisa começar de dentro pra fora e que alterar o jeitinho que você é não é preciso pra fazer acontecer. O processo, óbvio, é mais lento e demorado do que no filme, mas a Will tá aí pra nos dizer que tá tudo bem. 

Eu foquei aqui nas lições que têm mais a ver com autoestima, mas uma liçãozinha extra é a de que todo mundo tem as suas batalhas internas. É muito legal como Dumplin' conseguiu trabalhar vários assuntos importantes de uma forma tão leve e divertida, por isso eu recomendo muito. Agora vai dar biscoito pra esse filme, por favor!


Gostou? Compartilha com as migas pra elas assistirem esse hino de filme também! Ah, e antes de ir, queria avisar que eu criei um Instagram pro blog (@likegabs), desse jeito é mais fácil de ficar por dentro dos posts, além de eu postar outras imagens bonitinhas e incentivadoras por lá. Se seguir, me avisa, viu? Um beijão e até o próximo post ❥.

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15 fevereiro 2019

5 lembretes para que você seja agradável neste carnaval

5 lembretes para que você seja agradável neste carnaval
É fevereiro e já vem aquele pensamento de que finalmente o carnaval tá chegando! E por mais que ele só seja comemorado em março, o brasileiro não perde uma chance de fazer festa e os bloquinhos já estão dando as caras. Há quem seja do time Netflix, mas o post de hoje é pro time da folia. A gente sabe que essa é uma festa que reúne muita gente e algumas se esquecem de uma coisinha chamada respeito -ao próximo, a si mesmo e a natureza-. Por isso, todo santo ano é importante relembrar algumas coisinhas e esse post é pra isso. Vem comigo ver se você tá cumprindo esses 5 lembretes beeem simples pra tornar o seu carnaval (e o carnaval dos outros) mais agradável.


1. LEMBRE-SE QUE NÃO É NÃO
Homens, cheguem aqui que esse tópico é pra vocês. A gente não deveria ter que falar uma coisa dessas já que é bem óbvio, mas enquanto for necessário, vamos continuar batendo nessa tecla sim. Pediu pra ficar com a garota e ela disse não? Aceita e vai embora! Ninguém é obrigado a aceitar tudo, viu? Aliás, seguindo essa mesma linha: não puxa as minas, deixa elas dançarem em paz e, se avistar um casal lésbico, saiba que elas não estão ali para te agradar. Como já dizia a filosofa Jout Jout:


2. LEMBRE-SE QUE FANTASIA NÃO É CONVITE
Nenhuma roupa é convite e uma fantasia também não é. É verão, tá calor, até o vento é quente e mulher nenhuma tem que ser obrigada a se tapar por culpa de gente escrota. Se você quer ser agradável nesse carnaval, lembre-se disso.

3. LEMBRE-SE DE CUIDAR DE VOCÊ
Ser agradável e respeitoso com o próximo? Check. Mas e ser agradável e respeitoso com si mesmo? Tá tendo? Lembre-se de cuidar do seu corpitcho e da sua saúde: leve água, passe protetor solar, guarde celular, identidade e dinheiro em lugares seguros, não aceite bebidas de estranhos, use preservativo e não liga pra ex namorad@ nem deixa as manas ligarem, viu? (essa última é importantíssima HAHA)


4. LEMBRE-SE DE NÃO DIRIGIR SE FOR BEBER
Pela sua segurança, pela segurança de quem vai no carro com você e pela segurança dos outros motoristas e pedestres: se for beber, pede um uber, um táxi, um 99pop, pega um ônibus, qualquer coisa! 2019 já teve tragédias o suficiente e você pode evitar mais uma.

5. LEMBRE-SE DE CUIDAR DA NATUREZA
Quer deixar esse carnaval mais agradável ainda? Respeite a natureza! Uma festa bonita dessas só fica melhor se for realizada de forma consciente. Não é tão difícil assim: coloque o lixo no lixo, use glitter biodegradável, e se não tiver grana pra comprar certifique-se de não tirar o glitter comum no banho/pia (vai direto pra água!), mas sim com lenço umedecido e jogar no lixo depois. Você também pode usar confete feito com folhas caídas das árvores e, se der, até levar um copo pra não ficar usando copo descartável o dia inteiro. São dicas fáceis, simples, que custam bem pouquinho e acredite em mim: tornam o carnaval muito mais agradável pra gente e pro nosso futuro. 

Resumindo, respeita tudo e todos que a festa fica legal pra todo mundo como deve ser. 



E fim, gente! Se acharam as dicas úteis, compartilhem nas redes sociais e não esqueçam de me contar se vocês são #TeamNetflix ou #TeamFolia, eu já aviso que sou dos dois times e que semana que vem tem indicação de filme pra quem quiser passar o feriado no conforto da sua casinha 

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08 fevereiro 2019

SHHHH | 8 coisas que ninguém te conta sobre ser blogueira

SHHHH | 8 coisas que ninguém te conta sobre ser blogueira
Foto: Hey Beauti Magazine

Não sei se houve alguma outra época em que a palavra "blogueirinha" esteve tão em alta. Muita gente quer ser e muita gente ri de quem é, mas uma coisa é certa: todo mundo tem uma ideia meio errada sobre o que é, na realidade, ser blogueira. Viajar o mundo inteiro? Postar umas fotos bonitas no Instagram? Receber mimos o tempo todo e ter umas parcerias legais? Se vocês acham que isso e só isso é ser blogger, estão muito enganados. Me deem a mão e venham descobrir como é ser blogueira na real.


1. EXIGE MUITO DO SEU TEMPO. 
Os posts não se fazem sozinhos, né? E cada um deles exige muito tempo pra ser feito. Pra trazer conteúdo de qualidade, antes de começar, é preciso fazer muita pesquisa, depois escrever o post de uma maneira fácil de compreender, mas que transmita o que queremos dizer. Sem contar nas imagens que precisam ser editadas e na divulgação, que vem depois. Eu levo umas 4 horas pra finalizar um post e até depois de postado, faço umas 2 revisões pra ver se ele tá direitinho mesmo. Fora isso, uma blogueira está sempre pensando em conteúdo, anotando ideias e pensando em feedback. Basicamente, ser blogueira, mesmo quando não é profissionalmente, se torna atividade de tempo integral. É muito bom, mas é cansativo, viu.

2. BLOQUEIOS CRIATIVOS? O TEMPO TODO.
Eu blogo desde 2012 e posso afirmar: os bloqueios criativos vão chegar pra te atormentar algum dia. É tipo um efeito colateral de ter um blog, inevitável. Ser criativo e ter um post diferente na manga pra toda semana é tarefa difícil, mas buscar autenticidade e originalidade é essencial e muito importante, vai por mim.

3. SER BLOGUEIRA NÃO É SER RICA.
De onde tiraram isso, minha gente? A maioria das bloggers que eu conheço, eu incluída, tem uma vida 100% normal: faculdade, trabalho, frustrações e bem menos viagens do que vocês têm em mente. A impressão que eu tenho é que a internet pegou umas 2 ou 3 influencers ricas de referência e definiu que aquilo é ser blogger, ah, e muita instagrammer que é chamada de blogueirinha nem blog tem, viu? HAHAH bora desmistificar isso aí.

4. AS FOTOS SÃO TUDO PURO TRUQUE.
Sério! É câmera em cima de pilha de livros, é cartolina, lençol e tapete sendo usados como fundo infinito, é muito uso do timer porque nem sempre tem alguém pra te ajudar e eu já vi gente tirando foto até com o celular grudado no teto (juro! HAHA). Até mesmo quando as fotos não são de autoria da blogueira, encontrar fotos com direitos livres ou com o nome do autor junto pra poder dar os créditos é difícil pra caramba. Tudo pra trazer um post bem ilustrado pra vocês.

Foto: Melinda Pack
5. ALGUMAS PROPOSTAS DE PARCERIA SÃO BEM SEM NOÇÃO.
Ah, o sonho de receber mimos! O que ninguém te conta é que, ás vezes, as propostas só valem a pena pra empresa mesmo e o blog que se dane. Já recebi propostas de lojas que, claramente, iam ganhar em cima de mim, de lojas que não têm absolutamente nada a ver com o meu conteúdo ou que têm uma avaliação muito ruim, e o pior de todos, de lojas que queriam escolher como eu ia escrever o MEU post do MEU blog, literalmente: palavra por palavra. A autenticidade do blogueiro é, muitas vezes, deixada de lado. Uma desvalorização danada. É claro, existem muitas parcerias legais, nunca tive problema com as que eu fechei, mas temos que tomar cuidado: algumas são furada e temos que ficar de olho o tempo todo.

6. TER UM BLOG NÃO É SINÔNIMO DE DINHEIRO FÁCIL.
Na verdade, é muito mais provável que você gaste mais com ele do que ganhe, pelo menos no início. Se você quer profissionaliza-lo, é bom ter em mente que vai gastar com domínio e divulgação e que o retorno demora, assim como em qualquer outro empreendimento. Ou também existe a possibilidade de você nem ganhar nada mesmo. Eu por exemplo, tenho o blog como hobby e só ganho quando fecho parcerias ou com o Google Adsense. Ou seja, ter blog é um trabalho árduo, exige muita determinação e pode resultar em dinheiro, mas nem sempre é assim.

7. NÚMEROS IMPORTAM, MAS NÃO QUEREM DIZER NADA.
É claro que os números importam. É legal saber que bastante gente curte o teu conteúdo e as parcerias também levam isso em consideração, mas é importante saber que, lá no fundo, números não te dizem muita coisa. Existe muita gente que ganha seguidores na base do segue de volta e tem 1000 seguidores, mas 10% são leitores fiéis. Também já vi muito blog de 200 seguidores com conteúdo muito melhor escrito do que outros de 2000. É tudo muito relativo, e é fato: qualidade é totalmente diferente de quantidade ;)

8. BLOGAR POR AMOR É ESSENCIAL, SIM.
Se depois de tudo isso você ainda não chegou a conclusão de que pra ser blogueira é preciso muito amor, você leu o post errado hahaha. Foi-se o tempo que as pessoas criavam blogs porque gostavam de escrever, hoje em dia, muita gente começa na blogosfera por querer ser "blogueirinha", no sentido mais artificial da palavra mesmo. Mas começar um blog por querer dinheiro e mimos é a melhor fórmula pra dar errado. Sem amor por esse cantinho, o seu esforço todo vai parecer obrigação, sabe? E no fim do dia, receber mimos e fechar parcerias é incrível e muito satisfatório, mas receber um comentário te incentivando, falando que é o blog favorito de alguém ou elogiando um post que demorou horas pra ser feito, te provoca uma sensação mais gostosa ainda.



E fim, galera. Esqueci de alguma coisa? Continuem a lista aí nos comentários, afinal, ser blogueira é todo dia um aprendizado! Um beijão e até o próximo post. ♡

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